A criação do Conselho Municipal de Políticas Públicas e Segurança (Concep) representa um marco importante na história da segurança pública em Curitiba. Anunciado pelo prefeito Eduardo Pimentel durante o 1º Simpósio Municipal de Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e Defesa Social, realizado no Parque Barigui, esse novo organismo promete transformar a interação entre o poder público e a sociedade civil, refletindo uma demanda crescente da população por uma participação mais ativa e efetiva na tomada de decisões relacionadas à segurança.
A essência dessa mudança passa pela compreensão de que a segurança pública não deve ser vista apenas como uma responsabilidade do governo, mas como uma construção coletiva, onde a população tem um papel fundamental a desempenhar. Os Consegs, que já atuavam em diversos bairros, agora ganham uma nova nomenclatura e um novo poder com a criação do Concep, constituintes que podem ser descritos como elos entre a comunidade e as autoridades. Isso é vital, especialmente em tempos nos quais a confiança na segurança pública é frequentemente colocada à prova.
A importância do Concep na segurança de Curitiba
A necessidade de um espaço onde as vozes da sociedade civil possam ser ouvidas e consideradas em decisões de segurança pública é mais urgente do que nunca. Durante a reunião que deu origem à proposta do Concep, ficou claro que a prefeitura não estava suficientemente próxima dos Conselhos Comunitários, o que gerou um sentimento de abandono e desconfiança entre os moradores dos bairros. O Concep surge, então, como uma resposta a essa carência, estabelecendo uma ponte que possibilita um diálogo aberto e contínuo.
Composta por 18 membros, o Concep equilibra sua constituição entre representantes do governo e da sociedade civil, um arranjo que promete trazer uma pluralidade de visões e experiências para o centro das discussões sobre políticas de segurança. Essa estrutura permite que as necessidades e preocupações dos cidadãos sejam levadas em conta no planejamento e execução das ações de segurança, proporcionando um ambiente mais democrático e inclusivo.
O Conselho assume a missão de propor, assessorar e orientar na formulação de políticas públicas relacionadas à segurança, com o intuito de atender a uma demanda que tem se repetido nas ruas e nos lares de Curitiba. O prefeito Pimentel, em seu discurso, fez questão de ressaltar que esse é um compromisso assumido durante sua campanha eleitoral, enfatizando a seriedade com a qual sua administração trata a questão da segurança pública.
O papel ativo da comunidade
Uma das questões centrais levantadas por Rafael Vianna, secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, reflete a intenção do Concep de promover uma participação comunitária efetiva. “Queremos que os conselhos colaborem efetivamente nas estratégias de segurança, não apenas trazendo demandas, mas engajando toda a população”, afirmou Vianna. Essa visão integrada propõe que a segurança não seja apenas uma questão de combate ao crime, mas uma construção social que envolve educação, cultura e a promoção de um ambiente seguro para todos.
Os Consegs ganham novo papel na segurança pública de Curitiba ao serem reconhecidos como agentes ativos, e não meros receptores de políticas. Essa mudança de paradigma é essencial para que as estratégias de segurança sejam, de fato, eficazes. Quando os moradores se sentem parte da solução, torna-se mais provável que se mobilizem em ações preventivas e educativas, criando um ciclo de reforço mútuo entre a comunidade e as autoridades.
Eventos e capacitações promovidos pelo Concep
O simpósio que deu origem ao Concep, além de ser um espaço de discussão, também foi uma oportunidade para apresentar projetos em andamento e demonstrar equipamentos inovadores utilizados pela segurança. Entre os destaques estava o simulador de tiro móvel da Polícia Civil, um recurso fundamental para o treinamento e aprimoramento das habilidades dos profissionais de segurança.
Esses eventos servem não só para informar, mas também para educar a população sobre a importância de uma segurança compartilhada. A palestra do professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também trouxe à tona debates cruciais sobre a relação entre a criminologia e a segurança pública moderna, estimulando um pensamento crítico e reflexivo em todos os participantes.
Consequências sociais e comunitárias do novo modelo de segurança
As mudanças instauradas pelo Concep têm o potencial de trazer vários benefícios sociais e comunitários, incluindo a redução da criminalidade e a promoção de um ambiente mais seguro e acolhedor. Ao fortalecer a colaboração entre as autoridades e a comunidade, a expectativa é que se consigam resultados mais duradouros e eficazes na luta contra o crime. Além disso, aumentar a sensação de segurança entre os cidadãos é um objetivo que tem repercussões diretas na qualidade de vida e na valorização dos espaços públicos.
Outro ponto importante é a possibilidade de que pessoas de diferentes setores da sociedade, como estudantes, comerciantes e líderes comunitários, se reúnam em torno de questões comuns, criando uma rede de apoio mútuo. Essa rede pode resultar em iniciativas locais criativas e inovadoras que tratem não apenas da segurança no sentido estrito, mas da promoção do bem-estar social, da cultura e do desenvolvimento econômico.
Consegs ganham novo papel na segurança pública de Curitiba
A efetivação do Concep ilustra uma mudança na forma como Curitiba enfrenta os desafios da segurança pública. O papel ampliado dos Consegs, que agora têm a responsabilidade de propor e participar ativamente na elaboração de políticas, fortalece o conceito de democratização da segurança. Esse novo formato não apenas reafirma a importância do envolvimento comunitário, mas também coloca necessidade de um comprometimento mútuo entre os cidadãos e o governo.
Promovendo a participação ativa das comunidades nas decisões que afetam sua segurança, Curitiba assume uma postura inovadora e progressista, que valoriza a escuta e a aproximação com o cidadão. Assim, as políticas de segurança tendem a se tornar mais eficazes, alinhadas às reais necessidades da população.
Perguntas frequentes sobre a nova estrutura de segurança de Curitiba
Como o Concep irá impactar a segurança nas comunidades?
O Concep permitirá uma participação mais ativa da comunidade nas decisões de segurança, resultando em políticas mais adequadas às necessidades locais.
Quem faz parte do Concep?
O Concep é composto por 18 membros, com igual representação entre autoridades do governo e da sociedade civil.
Como posso participar das discussões sobre segurança na minha comunidade?
Os cidadãos são incentivados a se envolver com os Consegs de seus bairros, que são os representantes locais no Concep, participando de reuniões e eventos.
O que motivou a criação do Concep?
A criação do Concep foi uma resposta à demanda da comunidadade por uma maior aproximação e diálogo com a prefeitura em questões de segurança.
O Concep terá poder decisório?
O Concep vai orientar, propor e assessorar a formulação de políticas públicas, mas a decisão final irá caber ao governo municipal.
Qual a importância da capacitação em eventos como o Simpósio Municipal de Segurança?
Esses eventos são fundamentais para a troca de informações e para a capacitação de profissionais e cidadãos, promovendo um conhecimento mais aprofundado sobre questões de segurança.
Conclusão
A criação do Concep e o fortalecimento do papel dos Consegs na segurança pública de Curitiba não apenas simbolizam um avanço significativo no engajamento comunitário, mas também posicionam a cidade em um caminho promissor em relação à segurança, onde todos se tornam protagonistas na construção de um ambiente mais seguro. Ao abraçar essa abordagem participativa, Curitiba pode se tornar um exemplo a ser seguido por outras cidades do Brasil, demonstrando que a segurança é uma responsabilidade compartilhada e que, trabalhando juntos, podemos criar um futuro mais seguro para todos.